quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O primeiro processo a gente nunca esquece*

Foram cinco entrevistas para a última edição. Apenas Luiz Antônio não quis ser entrevistado, talvez já antevendo que renunciaria à candidatura. Além das quatro que saíram na edição, o ex-prefeito Fábio Vieira também foi entrevistado. Além das entrevistas – todas dedicando o mesmo espaço aos candidatos – o VQ especial sobre as eleições trouxe textos reflexivos sobre o processo eleitoral em nossa cidade. Trouxe também um outro processo, este contra o próprio VQ, sob a alegação de que fizemos uma pesquisa eleitoral sem registrá-la. Ela estava lá no Blog do VQ, e com a explicação de que não se tratava de pesquisa eleitoral.

Além da surpresa de ser processado – e pela primeira vez, nos causou espanto também porque o advogado da Coligação autor da representação contra a publicação – e hoje procurador do município – conhece o Valença em Questão, e com apenas um telefonema teria alcançado uma eficiência infinitamente maior em relação ao objetivo do processo, que era evitar a circulação da foto da enquete no jornal impresso. Com um telefonema o jornal tomaria as providências necessárias. Mas não, foi dado preferência a entrar na justiça, e só tomamos conhecimento do processo no dia 2 de novembro, mais de um mês depois do processo entrar na Justiça Eleitoral.

Como dito, eles alcançariam o objetivo do processo. E não sabemos se essa era a única intenção. Parece muito mais uma tentativa de calar um movimento – porque o Valença em Questão é mais do que uma publicação – que luta por uma justiça que Valença está longe de alcançar. E luta sem se submeter à politicagem local. É no mínimo diferente do que os políticos regionais estão acostumados a ver, e isso, por si só, já preocupa. E realmente deve preocupar a quem não tenha o objetivo de uma Valença com mais justiça social. Se esse for o caso, eles estão certos.

Mas não é apenas isso. O processo contra nós causa pelo menos dois grandes transtornos. O primeiro, além do susto de ser processado pela primeira vez, é ter apenas 48 horas para preparar uma defesa e a obrigatoriedade de contratar um advogado nesse pouco espaço de tempo. E pagá-lo, obviamente, porque o Valença em Questão não deve nada a ninguém. Nem mesmo dinheiro. O dinheiro que arrecadamos, é de contribuição de leitores que acreditam na proposta do movimento, e de pessoas do grupo que se cotizam para bancar a impressão do jornal. Portanto, dinheiro para nós faz falta. O pagamento ao advogado custou mais de três edições, por exemplo.

Um outro transtorno é que o Valença em Questão ao longo de seus quase quatro anos de vida sempre procurou respeitar as pessoas que eram citadas em suas páginas. E nada mudou. Mesmo sendo processado pelo agora atual prefeito de Valença, isso não significa, em hipótese alguma, que o trataremos de forma diferente. Mas a perturbação é que esperávamos que esse respeito fosse recíproco. Mas não foi.

Por outro lado, não é nenhuma surpresa, dentro da política regional que estamos acostumados a encontrar. A coligação “Valença de Cara Nova” fez o seu papel, de uma “política antiga”, na tentativa de calar uma voz destoante, que, por não se mostrar nada subserviente, pode muito bem incomodar, questionando sem medo, nos próximos quatro anos.

* Texto publicado na edição 35 do Valença em Questão

4 comentários:

Tyler Durden disse...

Boa vitin!

Nós todos ficamos apreensivos por vc e pode ter certeza que se este absurdo acontecesse (uma condenação por um abuso da justiça) a gente faria "das tripas, coração" pra carregar este fardo, vc njão estaria sozinho, como muito corajosamente se prontificou o Danilo Serafim em seu artigo.

E falando em coração, a gente espera sinceramenre que o Vicente Guedes faça um excelente governo e torce para que ele tenha autonomia e coragem para mostrar à Vaelnça uma "cara nova". E este cara nova poderia ir muito além do congelamento do salário do secretariado, como foi noticiado, (isso é até risível, já entram falando em aumento??) mas sim a REDUÇÃO PELA METADE DOS SALÁRIOS DO SECRETARIADO(para uma jornada de 20 horas mensais pra cada um), bem como um projeto de lei reduzinhdo também para metade o salário do prefeito e dos vereadores.

Outra coisa é a abertura imediata de um concurso público (até o fim do ano) para acabar com a farra dos contratados e cargos comissionados. Para quem não sabe, mais de 50% dos 3.000 funcionários da prefeitura são feitos por indicação política. Um absurdo que transforma estes indicados em ferrenhos cabos eleitorais.

Queria ver era esta coragem nos olhos do Sr. Vicente. Mas enfim, eu que não sou tão ´bobinho´ assim, já imagino o final desta estória...

Vitor Castro disse...

É, problemas pra resolver ele tem.

E o processo movido contra nós, em hipótese alguma, faz com que torcemos contra a nova gestão. Na verdade torcemos, siceramente, para que seja excelente.

Tyler Durden disse...

Não demorou nem 3 minutos pra derrubar meu otimismo. Acabo de ler um email do ambientalista Roberto Lamego dando a notícia que a CEDAE vai administrar as águas de Valença.

A CEDAE é uma das empresas mais corruptas da face da terra, é a MÁFIA SÉRGIO CABRAL-PEZÃO-PICCINI se intitucionalizando aqui.

Não bastasse as "firmas" e seus cabos eleitorais que atuam nos colégio e escolas do estado, agora vem mais esta.

Quero ver qual é a reação do Conselhos da Cidade, que carregaram o andor do "São Vicente" nas eleições e que agora é atropelado por este trator. Parece que a prefeitura já decidiu e só falta comunicar (ou engambelar) esta dita "sociedade organizada" (acho que tá mais para "boiada organizada")

Enfim, acho que este email do Roberto Lamego merece uma postagem aqui no blog, fica a dica ao editor.
Coitado de Valença

Anônimo disse...

oi péssoal,
tava dando uma olhada nas postagens antigas, meio c pressa
nao deu tempo de reler
o vq ta sendo processado?
como?